Barack Obama e-Marketing 2.0 revolucao na campanha politica
Matéria escrita em Janeiro de 2008 por Inácio Rodrigo de Castro
Até agora ninguém pode afirmar qual candidato vencerá as prévias que definem os candidatos oficiais de Democratas e Republicanos nos Estados Unidos. Porem, o marketing e o e-marketing adotado pela equipe de Barack Obama já merece grande destaque. A “campanha e-marketing 2.0” realizada pelo candidato Barack Obama é fantástica e inovadora no marketing político no mundo. Se a eleição fosse através da net, provavelmente o candidato Barack Obama, que tem dado muito trabalho a ex-primeira dama Hillary Clinton, já estaria eleito como presidente dos Estados Unidos. As eleições americanas nunca foram tão imprevisíveis como a de 2008.

Nos Estados Unidos o uso da internet em campanhas políticas já é comum. Aliás a internet começou por lá. Hillary tem usado muito bem a campanha na web, mas acelerou os trabalhos quando a campanha de Barack Obama já estava no topo das pesquisas. A diferença está no uso da tecnologia e métodos da web 2.0.O marketing de Barack Obama on line vai muito além de manter um blog no ar. O timing é perfeito, no momento em que os internautas do mundo inteiro já estão mais preparados com a internet e gritam por interatividade.
Para acompanhar a campanha de Barack Obama de perto, me cadastrei em seu site oficial há quase um ano(www.my.barackobama.com/page/community/blog/inaciorodrigodecastro). A sensação desde o princípio é que Barack Obama e sua equipe de e - marketing utilizam da internet com uma sabedoria que deixariam para traz qualquer empresas que se acham expertise em “marketing digital”.
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Após o meu cadastramento no site da campanha de Barack Obama, recebo e-mails, convites, pedidos de ajuda financeira, vídeos, material de campanha, relatos da campanha, atividades da equipe de Barack Obama, entre outras tantas mensagens do próprio candidato a presidente dos Estados Unidos. Criei meu blog de apoio a campanha, onde qualquer um pode personalizar sua participação em uma série de atividades e interatividades com Barack Obama, eventos a ambientes de discussões segmentados para latinos, crianças, veteranos, negros, judeus, orientais entre outros. Procurei algo que poderia estar faltando,porem fiquei surpreso.A equipe de e - marketing de Barack Obama me surpreendeu. Doação on-line, site personalizável, e-commerce, centenas de comunidades segmentadas, espaço para debates on-line, web site móbile, BarackTV e as demais funções mais comuns – notícias, newsletters, etc.
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E se a campanha política seguir para o papo do momento - convergência de mídias, integração on/off - lá está a campanha de Barack Obama. E ele demonstrou que está alinhado com a tendência WEB 2.0, recentemente num de seus comícios (ao vivo, não virtual) no Central Park em Nova York:
"No ponto alto do evento, depois de um discurso empolgante, Barack convocou os presentes a se juntarem à campanha. Como? Resumindo a história, gritou em alto e bom som algo como: “peguem seus celulares agora, digitem “Join” e enviem o SMS para o número X”. Feito. Isso foi o bastante para que os presentes se conectassem a campanha através do mais “íntimo” dos seus aparelhos. E foi também o adeus definitivo às velhinhas voluntárias que recolhem assinaturas no bom e velho papel, ao lado do palanque."
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O resultado de tudo isso não poderia ser diferente. Com essa campanha 2.0, Barack Obama conquistou um verdadeiro exército de eleitores jovens, todos empolgados em militar a favor de sua moderna campanha. Não vou entrar no mérito do conteúdo, mas a forma é realmente uma mudança que pode influenciar as próximas campanhas. Dentro e fora dos Estados Unidos.
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E o Brasil, onde entra nessa? Hoje temos quase 40 milhões de eleitores internautas e isso só cresce, junto com a participação dos usuários na criação de blogs, envolvimento em comunidade, entre outras atividades on-line. O Brasil é recordista mundial em tempo médio de conexão, à frente de Japão e dos Estados Unidos. Além do que, temos mais de 120 milhões de celulares ativos que dispõem de, no mínimo, recursos de SMS.
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O que falta mudar e o que precisamos pra assistir a campanhas como a de Obama? A resposta, em minha opinião, é simples: Políticos como Barack Obama. Gente que deixe de lado as velhas idéias e entenda de uma vez por todas que a Internet não é apenas complemento de mídia e que campanha on-line não se resume a um site com a “foto bem grande” e o disparo de e-mails utilizando bases compradas por aí.
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Infelizmente, esse ainda é o pensamento da maioria dos políticos brasileiros. E pior, é também o pensamento de alguns profissionais de marketing político que também desconhecem o meio. Como um candidato que antes de perder a última eleição presidencial disse que a “Internet era muito limitada, coisa de classe A e B”. Deve ter esquecido que os mais de 40 milhões de internautas brasileiros com mais de 18 anos tem que votar também, seja da classe A, B, C ou X. E por isso mesmo, ele deve ter se concentrado apenas nos meios tradicionais. O que algum assessor mais antenado deveria ter lhe contado é que o consumo de TV e outras mídias tradicionais vêm perdendo espaço no dia-a-dia das pessoas. E justamente para a Internet.
Para não ser injusto, já vimos alguns avanços por aqui. Já participei de campanhas onde os marqueteiros-chefes concordaram com a maioria das idéias. E davam apoio para tocar pra frente algumas ações, mesmo quando estava estampado na cara deles a desconfiança e o medo da decisão que acabaram de tomar.
Vejam, não estou aqui defendendo uma campanha 100% on-line. É óbvio que tudo depende do lugar, do público e do candidato. Mas defendo sim que em muitos casos, uma campanha on-line bem feita pode fazer total diferença e ser o carro chefe das ações de marketing. Pode ser mídia principal e é a única que pode ser participativa como pede uma campanha com conteúdo e propostas de valor. E isso não é coisa dos “meninos lá da Internet” não. A realidade é que a cada dia mais pessoas passam a maior parte do dia conectadas, assistem mais vídeos on-line como os do Youtube, usam mais redes sociais como o Orkut e o Facebook, lêem mais blogs e sites de notícias que revistas de papel. Concorrentes de peso para os nada populares programas políticos obrigatórios na TV.
Fica aí minha contribuição para pensarmos um pouco mais sobre isso. E até a minha torcida para ver o inovador Barack Obama eleito. Quem sabe ele não se torna também o primeiro Presidente 2.0 da história.
Site oficial - www.barackobama.com
Site Mobile - www.barackobama.com/mobilev2/
Barack TV - www.barackobama.com/tv/
Barack Obama Youtube - http://br.youtube.com/user/barackobamadotcom?ob=4
Blog de Inácio Rodrigo de Castro na campanha - www.my.barackobama.com/page/community/blog/inaciorodrigodecastro
Veja mais sobre Barack Obama aqui:
http://inaciorodrigodecastro.com.br/blog-barack-obama-inacio-rodrigo-de-...
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No Brasil, as campanhas na web serão permitidas a partir do dia 5 de julho de 2010, mas antes disso o candidato pode se relacionar por redes sociais.
Isso foi aprovado, há duas semanas - antes do recesso - no PL da Reforma Eleitoral, na Câmara dos Deputados. Em agosto a matéria será analisada pelo Senado.
Eu me chamo Larissa Squeff, sou jornalista, e estive em Brasília acompanhando essa votação para meu canal pessoal no Youtube.
Fiz alguns videos sobre política e web e postei no meu canal no www.youtube.com/larasqueff
É um assunto que tem tudo a ver com o que esta sendo tratado no seu blog.
um forte abraço
Larissa
Prezada Larissa,
Obrigado pela sua visita em nosso blog.
É muito bom saber que está liberado aos candidatos, através de blog pessoal, o livre acesso das informações através da internet.
Será muito bom poder comentar, opinar, e conhecer melhor os nossos políticos.
Abraço
Inácio Rodrigo de Castro
Inácio Rodrigo de Castro
Negócios Corporativos Consultoria Brasil
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